Mídia X Pit Bulls
Para a mídia os Pit Bulls são uma fonte de notícias magníficas, primeiramente se criou o esteriótipo e o grande “pré-conceito” com animais te tanto valor, após a fama já criada cada notícia reflete em aumento da audiência ou venda de publicações como revistas e jornais. Porém há um grande problema, a cada notícia lançada na mídia o número de PIT BULLs abandonado nas ruas aumenta em 250% (dados do centro de zoonoses da cidade de Belo Horizonte acarretando em animais desestruturados para a vida “selvagem na cidade”, criando animais mestiços, pois os mesmos são mais fortes que os vira-latas tendo a preferência das fêmeas para copular. Além de se tornarem violentos no momento em que sentem fome e desprezo.
Outro efeito causado pela mídia é a procura, por pessoas com o perfil desviado, para a aquisição desse animais. Sabendo que os mesmos são extremamente fortes e com muita disposição, pessoas com má fé já o adquirem para se auto-afirmarem perante a sociedade. Esses animais passam por verdadeiras torturas. Passam fome, são alimentados a carne com muito sangue e pimenta, são privados de água, além de ficarem acorrentados durante todo o dia. São também privados de contato com outros animais e pessoas, o que os torna em animais medrosos e, consequentemente, agressivos. A mídia tem o papel mais importante de todos na banalização dessa raça, principalmente por criar situações não verdadeiras e enfatizar os ataques, que representam apenas 0,125% dos ataques de cães em todo o mundo. Por mais que não possa parecer, em filmes americanos muitas vezes são usados os American Pit Bulls Terriers para contracenar com crianças, muitos são usados pela polícia pela sua lealdade ao treinador e pela sua felicidade em servi-lo, o que infelizmente não é mostrado pela mídia
Outro erro muito comum é o aumento de suas capacidades, o Pit Bull não tem a força de 10 toneladas em sua mordida, a mordida dele é 10x mais fraca que a do Rottweiller (que são 2 toneladas). O APBT (American Pit Bull Terrier) foi criado para imobilização, portanto sua oclusão (encaixe dos dentes superiores e inferiores) é perfeito, contando também com uma grande abertura lateral dos lábios que lhes dão uma grande área para a respiração, mesmo com as mandíbulas mordendo algum objeto. Essa qualidade pode ser usada para o bem se caso o animal for bem treinado, sendo capaz de carregar coisas pesadas por longas caminhadas, além de ter a coordenação motora perfeita eles são precisos em suas pegadas. Animais treinados nunca mordem a mão de seus treinadores, mesmo quando estão eufóricos e seus treinadores seguram o objeto a ser mordido (bola, pau ou qualquer outro brinquedo).
O American Pit Bull e seus parentes tinham uma reputação de cães leais e confiáveis durante as primeiras décadas do século passado. Nos últimos anos, contudo, essa imagem mudou. Seus membros têm sido considerados como extremamente violentos, assassinos de crianças, e merecedores mesmo de banimento em alguns países. A raça é uma das quatro mencionadas especificamente na Lei de Cães Perigosos de 1991, no Reino Unido. As outras três raças mencionadas são o Fila brasileiro, o Tosa japonês e o Dogo argentino
Como resultado, o termo Pit bull é hoje pejorativo e instiga medo em muitas pessoas. O preconceito gera lendas urbanas como a de que suas mandíbulas têm a forma de um alicate, que se trancam sob a carne de suas vítimas, exercendo 10 toneladas de pressão, e não poderiam ser abertas a menos que o cão tivesse a cabeça arrancada.
O resultado é o preconceito indiscriminado, que faz autoridades banirem pit bulls das comunidades, e companhias de seguros cancelarem seguros se a casa tem um pit bull. Vizinhos confundem de Boxers a Pugs com pit bulls, e tratam os cães (e muitas vezes seus donos) com ignorância, injustiça e hostilidade.
Na verdade, o pit bull é um cão inteligente, e muitos de seus exemplares são obedientes; são cães saudáveis que reclamam pouco e oferecem muito aos seus donos. Há até mesmo casos isolados de cães que servem de guias para cegos.
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